A perda auditiva se dá quando alguém perde a habilidade de ouvir sons em alguma medida. Entender como esse processo acontece em nosso organismo, seus aspectos físicos e químicos e alguns fatores causadores é fundamental para lidar com o problema de forma saudável e correta. Além disso, exploraremos também os tipos de perda auditiva.

Perda auditiva neurossensorial

A perda auditiva neurossensorial é o tipo mais comum. Ocorre quando há algum dano nas estruturas da orelha interna: a cóclea, as células ciliadas que ficam dentro da cóclea, ou os nervos auditivos, que levam os sinais elétricos até o cérebro.

A cóclea é uma parte da orelha interna que recebe a vibração das ondas sonoras logo depois dos ossículos auditivos. No interior da cóclea, ficam as células ciliadas sensoriais que são responsáveis por captar as ondas sonoras e transformá-las em sinais elétricos. Só depois disso que o som chega até o cérebro e é interpretado.

Apesar do nome “neurossensorial”, a maior parte dos casos desse tipo de perda auditiva não está relacionada a danos nos nervos auditivos, mas nas células da cóclea.

Nesse caso, a perda auditiva acontece devido à deterioração dessas células. O problema tem dois fatores principais: exposição a ruídos intensos ou envelhecimento

O mais comum é que células mais periféricas (mais longe do centro da cóclea) sejam danificadas. E são elas as responsáveis por captar sons de alta frequência, ou seja, sons agudos (que dão clareza e nitidez aos ruídos). 

Cuidado com a exposição ao som!

Quando estamos expostos a sons muito altos algumas células ciliadas ficam paralisadas e o movimento necessário para transformar as ondas sonoras em sinais elétricos não acontece. Mas, após algum tempo de silêncio, elas se recuperam e voltam a funcionar normalmente. 

O grande problema é a exposição constante a ruídos excessivos, que pode danificar as células auditivas permanentemente. O maior dano nas células auditivas acontece entre cinco e dez anos de exposição contínua a barulhos intensos.

Portanto, quando as células ciliadas chegam a esse nível de deterioração, o som não é convertido em sinais elétricos. Consequentemente, ele não chega até o cérebro e não pode ser interpretado.

Assim como qualquer parte do nosso corpo, as células auditivas estãos sujeitas ao envelhecimento: elas se desgastam e sua capacidade de recuperação diminui à medida que envelhecemos. 

Nos dois casos, o uso de aparelhos auditivos pode transformar a qualidade de vida dos pacientes. As células auditivas são como amplificadores de som naturais em nossas orelhas, então, nesse caso, os dispositivos podem exercer o papel dessas células, até certo ponto, é claro. No entanto, é fundamental que os exames necessários sejam realizados e um especialista seja consultado.

É importante lembrar que há situações irreversíveis: por exemplo, quando células mais internas são danificadas de forma permanente.

Perda auditiva condutiva

A perda auditiva condutiva é caracterizada por problemas mecânicos no processo da audição. Aqui, não há nada de errado com a cóclea ou com os nervos auditivos. O problema está no caminho das ondas sonoras até a cóclea.

Para que o nosso cérebro receba e interprete o som, a orelha externa capta e direciona as ondas sonoras ao canal auditivo, que conduz as ondas até o tímpano, o primeiro receptor interno do som. As ondas atingem essa pequena membrana e então ela vibra. Essa vibração é transmitida aos ossículos auditivos e, logo depois, a vibração amplificada chega à cóclea.

As causas mais comuns são: cerume excessivo no canal auditivo que bloqueia as ondas sonoras, alterações nos ossos auditivos, ausência de conexão entre os ossos ou até mesmo a fusão entre eles. 

Em todo caso, uma intervenção médica é necessária para as intervenções necessárias sejam feitas e a audição seja recuperada. O especialista pode ajudar desde a realização de um simples procedimento para desbloquear o canal auditivo, até cirurgias delicadas. Além da indicação de uso de aparelhos auditivos, é claro.

Perda auditiva mista

Quando há combinação da perda auditiva neurossensorial com a perda auditiva condutiva, temos a perda auditiva mista.

Nesse caso, pode haver problemas tanto nas células ciliadas da cóclea quanto no canal condutor do ouvido. Para melhorar a qualidade da audição de um paciente com essa condição é necessário somar diferentes técnicas e procedimentos médicos.

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